quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Projeto Fora do Eixo

Espaços coletivos e associações de artistas sempre movimentaram as cenas de vários estados brasileiros ao longo do século XX. Para além dessas atividades independentes, atualmente se apresenta um relativo fortalecimento das instituições ligadas às artes, bem como o amadurecimento da produção. Embora a arte contemporânea brasileira venha se mostrando virtuosa – inclusive em âmbito internacional – talvez os melhores exemplos dessa mudança estejam nas parcerias entre poder público e artistas e/ou curadores independentes que unem o estímulo de editais públicos para o setor à instigação e vontade de realização dos artistas que, diga-se de passagem, de uma forma ou de outra já vinham autonomamente reinventando mecanismos que propiciassem a produção e a circulação de seus trabalhos.
Um dos mais novos e bem sucedidos projetos nesse recente contexto nacional é, certamente, o Fora do Eixo, realizado na capital federal. Tendo como partida experiências de cunho semelhante já realizadas com sucesso em outros estados – sobretudo aqueles mais periféricos em relação ao eixo (ainda) hegemônico do sudeste – este projeto, que tem financiamento da Funarte e suporte de parceiros institucionais como a UnB, é inteiramente concebido e realizado por artistas, o que o faz atingir eficientemente o cerne de questões caras ao circuito na atualidade.
A primeira versão do Fora do Eixo, realizada em maio de 2008, mostrou sua pertinência ao levar à Brasília artistas e profissionais ligados às artes de todo o país, provocando um ambiente de troca fundamental notadamente a núcleos de produção ainda pouco habituados a iniciativas do tipo. A programação da segunda edição do evento surge oportunamente como um desdobramento da primeira, dessa vez optando por uma dinâmica menos expositiva e mais voltada a debates e discussões. Também descentralizando o perfil e a procedência dos convidados, se aposta, nesse momento, no poder da crítica e da reflexão para o reconhecimento e amadurecimento de uma nova prática no campo artístico, seja ela independente ou institucional.
O Museu Nacional Honestino Guimarães fica no complexo cultural da república. Brasília - DF.
Confira a programação completa pelo site http://www.foradoeixo.rg3.net/ .

Recursos para o audiovisual

Totalizando a aplicação de um montante de R$ 74 milhões (entre 2008 e 2009), o Fundo Setorial do Audiovisual será lançado nesta quinta-feira, às 15h, no Palácio Capanema (Rio de Janeiro), com participação do presidente Lula e do ministro da Cultura, Juca Ferreira. Tido como complementar ao desenvolvimento do setor, já estimulado pelos mecanismos de renúncia fiscal, o FSA permite nova injeção de investimento direto do governo em cinema. Com recursos originários da atividade cinematográfica – a grosso modo, por meio da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) e do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) –, o fundo prevê até estímulos ao parque exibidor de cinema. As linhas de ação do FSA, a serem divulgadas amanhã, ao lado dos editais, contemplam investimentos em projetos de produção cinematográfica; produção televisiva (inclusive TV por assinatura); direitos sobre filmes de caráter independente e a comercialização de longas destinados às salas de cinema.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Voz do Brasil - A favor ou contra?

Há 73 anos o programa A "Voz do Brasil" começava a ser transmitido nas rádios de todo Brasil. O programa teve início ainda no governo de Getúlio Vargas. A "Voz do Brasil" é um programa obrigatório em todas as rádios do país e é transmitido de segunda a sexta-feira das 19 às 20 horas, exceto em feriados. É o programa de rádio mais antigo do Hemisfério Sul. Sua programação consiste em notícias do Poder Executivo, Poder Judiciário, Senado e Câmara.

Sobre a obrigatoriedade do programa, já surgiram diversas polêmicas no passado recente. O site da Central Jurídica publicou uma matéria em setembro de 2005 exatamente sobre este assunto. A transmissão da "Voz do Brasil" no horário das 19 às 20 horas foi criticada na época por representantes de emissoras de rádio e televisão, durante uma audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Tanto a obrigatoriedade da transmissão do programa quanto o horário causaram polêmica. O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), José Inácio Pizani, afirmou na ocasião que o programa representa um "resquício de autoritarismo que se contrapõe ao espírito da liberdade democrática."

Por um lado é evidente a importância da Voz do Brasil. É pelo programa que ficamos sabendo de muitas das coisas que acontecem no mundo político. Mas pelo outro lado, quem não gosta de política e por se tratar de um horário nobre, é até difícil aceitar que possa haver um programa que seja obrigatório neste horário, e o pior é que a intenção é justamente essa. Daí então o programa passa a ser uma tortura para a maioria dos ouvintes. Muitos brasileiros estão voltando para casa nesse horário, cansados de mais um dia de trabalho, muitos esperam ligar o rádio de seus carros e escutar uma boa música, mas ligar o rádio entre 19 e 20 horas pode ser desapontador e entediante para muitos deles.

É evidente que pelo horário e pelas circunstâncias, muitas das vezes fica insuportável escutar o programa, ainda mais que nossas reações perante as notícias são quase sempre irônicas quando se trata da política brasileira. Fica até difícil levar a sério um programa que tenta transmitir seriedade e credibilidade.

O fato é que muitos dos ouvintes mais assíduos das rádios brasileiras, já estão de certa forma, "acostumados" com a Voz do Brasil. Passa ser inevitável vermos às 19 horas se aproximar, e ficarmos esperando de forma melancólica, a vinheta mais famosa das rádios. Diante disso tudo fica claro que a Voz do Brasil sofre consideravelmente uma rejeição dos ouvintes, por causa da obrigatoriedade e pelo horário. Mas quem padece de fato, são os ouvidos dos brasileiros.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Galeria Art & Art recebe obras de artistas de São Paulo


Ana Luiza Campos e Celina Ribeiro Kaufman, donas de galerias de arte em São Paulo e Brasília, respectivamente, batiam um papo informal quando tiveram a idéia de fazer intercâmbio entre artistas das duas cidades. Assim, obras dos paulistas André Crespo, Black Linhares, Gregory Funk, Fernando Feierabend, Luiz Cavalli, Luiz Martins, Maria Tereza Louro e Tide Hellmeister serão mostradas a partir desta quinta, na galeria Art & Art, no Lago Sul. O vernissage, às 19h, é aberto ao público.


A mostra, que vai até o dia 29 de novembro, homenageia a paulista Sônia Menna Barreto, que começou a pintar na década de 1960 e hoje tem obras espalhadas até no Palácio de Buckingham, em Londres. Na semana que vem, é a vez de Celina Kaufman levar oito artistas de Brasília para a galeria 8 Rosas, em São Paulo, onde, de 11 a 29 de novembro, ficarão expostos trabalhos de Antônia Célia, Flavita Boeckel, Hermínia Metzler, Nancy Safatle, Pompéia Cascão, Rosane Pomnitz, Sheila Tapajós e Sônia Guerra.


A galeria Art & Art fica no SHIS QI 28 Conjunto 13 Casa 1, no Lago Sul. Brasília - DF.

Fenômenos migratórios no documentário português é tema de mostra de filmes


A migração de Portugal será retratada a partir de hoje na Semana do Cinema, promovida pelo Instituto Camões da Embaixada de Portugal e pela Universidade Católica de Brasília. Serão apresentados sete documentários do programa Fenômenos migratórios no recente documentário português.



A Semana faz parte do Ciclo Entre Partidas e Chegadas, projeto do Instituto de Camões que busca difundir a língua portuguesa e estimular a reflexão sobre as ligações existentes entre países europeus. As sessões têm entrada franca e ocorrem hoje, amanhã, terça e quarta da próxima semana, às 11h e às 19h, no Campus I da Universidade (Águas Claras, QS 7, lote 1 EPTC- Taguatinga). Informações: 3356 9237 e 3356 9744.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Dica musical da semana - The Beatles (Álbum Branco)


The Beatles é o nono álbum oficial dos Beatles, foi lançado em 22 de novembro de 1968. Também conhecido como álbum branco, pela sua capa totalmente alva, identificada apenas com o nome da banda em alto-relevo, inicialmente iria se chamar A Doll's House. Segundo a Associação Estadunidense da Indústria de Discos, o álbum branco é o nono disco mais vendido em todos os tempos nos Estados Unidos. E foi eleito o décimo melhor disco de todos os tempos na Lista dos 500 melhores álbuns de sempre da Revista Rolling Stone.


O albúm teve que ser gravado com grande pressa para ser lançado ainda em 1968, muitas faixas foram gravadas por apenas um dos membros enquanto que outros gravavam outra música em outra sala. Neste disco tambem ficou evidente o individualismo que cada um dos Beatles ia assumindo em suas respectivas vidas, e as diferentes opções artísticas que iam tomando em suas carreiras. Várias canções da dupla Lennon/McCartney já seriam claramente identificadas como composições individuais. Devido às individualidades, começou a se tornar notória a diversidade da produção musical do grupo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Essa semana, o tema discutido é : Legalização da maconha

Confira aqui as ligações do dia:

O assunto debatido no programa de hoje foi sobre a legalização da maconha, confira a opinião dos ouvintes.

João Costa da Silva, 21 anos, Brasília: "Não gosto de drogas e odeio quem usa. Maconheiro é tudo bandido"

Maria Cláudia Batista, 18 anos, Rio de Janeiro: "Com a legalização da maconha a polícia poderia se focar na repressão de drogas mais pesadas como a cocaína"

Pablo Milanes, 16 anos, Goiânia: "A bíblia diz que usar drogas é pecado, então todo de repressão é válida"

Marcos Aurélio da Costa, 19 anos, São Paulo: "A maconha ser proibida é uma grande hipocrisia, o cigarro e o álcool são drogas muito mais nocivas e são legalizadas"